Na busca da felicidade fiquei cego e paralisado da cintura pra baixo.
A vida tem dessas coisas.
No olho do furacão nem inteligência, nem força, nem riqueza valiam. O vento me arrastou de um canto a outro como uma folha de papel em branco.
Era quase morte, com olhos moribundos cheios de tristeza e sofrimento.
Argumenta-se que nada passava de solidão, que ficou em mim dês de gerações posteriores.
Alastrando a dor pelo caminho, os dias fincados no calendário. Da Janela podia se ver a riqueza de cores cujo vento misturava incessantemente no ar. Quando no fundo da casa a mangueira balançava seus galhos o fruto maduro se espatifava no chão.
Havia a lembrança dos dias passados, a felicidade quando ainda existia. Estávamos tão anestesiados que achávamos que nada acabaria. Isso que da quando se acredita na imortalidade.
Fui menino como você é agora. Sei que devo estar sempre ao seu lado para que a minha dor e solidão não acompanhe seus dias. Fique hoje e sempre com Deus, porque eu nada posso fazer.
Vamos um dia passear perto do lago, olhar a luz do sol rastejar na grama. E tentar com gotas homeopáticas de amor, espantar as coisas ruins.
Para que você não sofra, sofro eu cem dias de solidão.

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