quarta-feira, 27 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Escuridão
Gradativamente eu passo os dias a lamentar as coisas que fiz sabendo que não daria certo. Passei quatro dias de reclusão e vi nitidamente o quão desesperador é não ter onde apegar-se. Ando soturno, e sem excitação pela vida. Isso ainda não beira a tristeza nem depressão, mais eu tenho por necessidade física e psicológica desviar a minha conduta.
Me incomoda ter de sorrir forçado. E fingir amor por pequenas coisas odiosas. Não consigo parar e descansar. Sofro com insônia e dores de cabeça. Meu nariz sangra quase todos os dias e minha mente o que tenho de mais valioso no corpo, está preguiçosa. Isso é muito ruim. Sem pensar eu não existo.
Quando não se têm sono os dias e as noites são iguais. Torço por uma crise de narcolepsia só pra dormir repentinamente e acordar sabe lá onde. O pouco dinheiro que me sobra é desperdiçado. Meu lar é um buraco negro profundamente sem vida. E minhas lembranças me trazem o ódio, a magoa, o rancor, o desespero, o desamor, a palidez, o mórbido, taciturno, moribundo, incrédulo, sem paz. Porque tudo isso ta acontecendo tudo de uma vez só? Eu vejo a onda de problemas chegando e crescendo e nem ao menos consigo nadar. É terrível se sentir derrotado. Mais triste ainda é não poder lutar. Me sinto incapacitado. Ninguém sabe os lugares onde estou andando. E as pessoas que estão confortando minha alma. Um conforto passageiro eu sei bem! Meu corpo sente o cansaço e meus olhos são moldados em olheiras tão escuras quanto meus sonhos perdidos. Vou sumir alguns dias mais. Não atender telefone, não ver gente, não tocar e não permitir toque. Não é fuga é desanimo!
Uma corda envolta no pescoço, um tiro na própria cabeça, um salto do alto de um prédio. Nada disso acabar com essas dores. O que aliviará minha mente?
Me incomoda ter de sorrir forçado. E fingir amor por pequenas coisas odiosas. Não consigo parar e descansar. Sofro com insônia e dores de cabeça. Meu nariz sangra quase todos os dias e minha mente o que tenho de mais valioso no corpo, está preguiçosa. Isso é muito ruim. Sem pensar eu não existo.
Quando não se têm sono os dias e as noites são iguais. Torço por uma crise de narcolepsia só pra dormir repentinamente e acordar sabe lá onde. O pouco dinheiro que me sobra é desperdiçado. Meu lar é um buraco negro profundamente sem vida. E minhas lembranças me trazem o ódio, a magoa, o rancor, o desespero, o desamor, a palidez, o mórbido, taciturno, moribundo, incrédulo, sem paz. Porque tudo isso ta acontecendo tudo de uma vez só? Eu vejo a onda de problemas chegando e crescendo e nem ao menos consigo nadar. É terrível se sentir derrotado. Mais triste ainda é não poder lutar. Me sinto incapacitado. Ninguém sabe os lugares onde estou andando. E as pessoas que estão confortando minha alma. Um conforto passageiro eu sei bem! Meu corpo sente o cansaço e meus olhos são moldados em olheiras tão escuras quanto meus sonhos perdidos. Vou sumir alguns dias mais. Não atender telefone, não ver gente, não tocar e não permitir toque. Não é fuga é desanimo!
Uma corda envolta no pescoço, um tiro na própria cabeça, um salto do alto de um prédio. Nada disso acabar com essas dores. O que aliviará minha mente?
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Mordaz
Sangrei hoje bem cedo!
Percebi que não dói sangrar!
Fiz um filho.
Amei errado.
Transei com a vida.
Sai quebrado.
De um sonho louco e mordaz.
Eu que fechou os olhos no escuro.
Em um dia de guerra sem paz.
Martírio, furioso, furibundo.
Cate meus ossos, meus olhos, meu corpo.
Beba meu sangue, meu dorso, meu tudo.
Na calmaria da sua mente imunda.
Onde eu falo e você julga.
Conjura absurdamente infiel.
Traindo e acreditando nas próprias mentiras.
Distribuindo beijos em mel.
Maldita.
Inconstante, indecente, eletrizante, inconseqüente.
Mordaz, voraz, famigerada, incessante.
Chorei sem medo.
Escolhi viver e voar.
Percebi que não dói sangrar!
Fiz um filho.
Amei errado.
Transei com a vida.
Sai quebrado.
De um sonho louco e mordaz.
Eu que fechou os olhos no escuro.
Em um dia de guerra sem paz.
Martírio, furioso, furibundo.
Cate meus ossos, meus olhos, meu corpo.
Beba meu sangue, meu dorso, meu tudo.
Na calmaria da sua mente imunda.
Onde eu falo e você julga.
Conjura absurdamente infiel.
Traindo e acreditando nas próprias mentiras.
Distribuindo beijos em mel.
Maldita.
Inconstante, indecente, eletrizante, inconseqüente.
Mordaz, voraz, famigerada, incessante.
Chorei sem medo.
Escolhi viver e voar.
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